quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Europa tem quase 10 mil demissões por dia

Jamil Chade - de O Estado de S.Paulo

GENEBRA - São quase 10 mil novas demissões a cada dia. Essa é a realidade que vive a Europa hoje, uma economia que pena para dar sinais de competitividade e que acumula problemas. A crise financeira se transformou em uma crise na economia real e políticos já alertam para a terceira fase: a crise social. Dados dos diversos governos deixam claro que a situação é a pior em mais de uma década.
Entre os mais afetados estão os imigrantes, muitos deles brasileiros. Na Espanha, 46% dos imigrantes está desempregado.

As cifras mais recentes são do Reino Unido, que divulgou nesta semana o pior aumento do desemprego em 16 anos e uma recessão. Hoje, o governo inglês é obrigado a pagar pensões a 980 mil pessoas. 1,8 milhão perderam seu trabalho em 2008. E o pior é que a crise ainda não revelou toda sua dimensão. "Não estamos ainda no fundo do poço", afirmou o ministro do Trabalho inglês Tony McNulty.

No Reino Unido, foram 1,5 mil novos desempregados por dia entre agosto e outubro. Ontem, a British Telecom anunciou que demitiria 10 mil pessoas até o final do ano. Em termos percentuais, a taxa de desemprego chega a 5,8% no Reino Unido, contra 7,5% na zona do euro, taxa que deve aumentar para quase 9% em 2009. Para a HBOS, a taxa de desemprego pode chegar a 3 milhões até 2010.

Na França, o governo estima que são mais de 1,2 mil o número de pessoas que recebe cartas de demissões por dia. Na Espanha, apenas o mês de outubro registrou 192 mil novos desempregados e o número de pessoas sem trabalho já chega a 2,8 milhões. 6,7 mil por dia.

"O custo humano da crise será maior do que se esperava", afirmou John Cridland, vice-diretor da Confederação da Indústria Britânica. Numa estimativa publicada há duas semanas, a Organização Internacional do TRabalho alerta que a crise atingirá 20 milhões de pessoas até o final de 2009.


Imigrantes


Um dos primeiros efeitos está sendo sentido na população de imigrantes. Na Espanha, quase metade dos estrangeiros vivendo legalmente no país estão desempregados, cerca de 350 mil. Em outubro, 36 mil estrangeiros perderam seus trabalhos.

A Inglaterra, para 2009, resolveu diminuir o número de vagas abertas para trabalhadores estrangeiros. No total, serão 800 mil vagas destinadas a estrangeiros, incluindo de outros países europeus. O número é 20% inferior ao volume de 2008. 1 milhão de poloneses se mudaram para a Inglaterra nos últimos quatro anos em busca de trabalho. Agora, poderão ser obrigados a voltar para casa.

Em um recente seminário, o presidente da BP, Peter Sutherland, e representante especial da ONU para Migrações, alertou sobre o impacto da crise. "Será inevitável que a queda do crescimento global tenha um efeito sobre os imigrantes. Ou eles serão incentivados a voltar para casa ou serão os primeiros a perder seus empregos", alertou.

Bela Galgoczi, pesquisadora do European Trade Union Institute, estima que 2 milhões de poloneses migraram para a Europa Ocidental em busca de trabalho nos últimos anos. Mas o problema não pára por ai. Jakob von Weizsaecker, pesquisador da entidade Bruegel, alerta que a crise em países como a Ucrânia pode gerar um novo fluxo de migrações, agravando ainda mais o problema na Europa.

Fonte: http://www.estadao.com.br/economia/not_eco277205,0.htm
quinta-feira, 13 de novembro de 2008, 15:20

sábado, 8 de novembro de 2008

God bless Obama

Quase meio século depois, um democrata, jovem, com carisma, e com uma bela oratória conquista não somente os votos, mas os corações de milhares de norte-americanos. Mas, as semelhanças entre Barack Hussein Obama e *John Fitizgerald Kennedy, vão além de uma legenda partidária. Obama tem 47 anos de idade, Kennedy tinha 43 quando foi eleito presidente dos EUA, em 1960.
John Kennedy foi o primeiro presidente dos Estados Unidos nascido no século XX. Barack Obama é o primeiro presidente negro da Nação do Tio Sam. Ambos já tinham dois filhos quando assumiram o posto de chefe de Estado da maior nação econômica do planeta. Jacqueline Keneddy era o alicerce da família, assim como Michelle Obama é a “rocha da família”. Jacqueline era uma primeira-dama notável, impecável, uma mulher aparentemente forte e elegante, assim como Michelle tem se mostrado ser.
Kennedy era jovem e tinha idéias progressistas. Na década de 1960, o então presidente querido por seu povo lança um desafio e incentiva o Projeto Apollo. Mas, infelizmente o primeiro norte-americano a dar o grande passo para a humanidade, não viveu para ver Neil Armstrong dar o seu pequeno passo na Lua.
Kennedy promoveu mudanças significativas no alto escalão de seu governo e no da Cia. Tentou uma aproximação com a União Soviética, o que desagradou a maior indústria bélica do mundo, a dos Estados Unidos.
Obama assume a cadeira que um dia foi de Kennedy em meio a uma crise financeira sem precedentes. Obama foi eleito por 66% dos eleitores norte-americanos que depositaram nele “hope”, esperança em inglês. O povo norte-americano clama por esperança. Está nas mãos do negro, cristão- muçulmano, a geração de novos empregos, a renda familiar estável em cada casa norte-americana e a volta dos filhos que ainda estão em missão no Iraque. São muitos os desafios de Obama.
Talvez pela primeira vez na história mundial, a eleição de um presidente dos Estados Unidos da América foi acompanhada pelos cinco continentes, com apreensão . A crise deu popularidade à Obama. A confiança em Barack Hussein Obama foi depositada também por chefes de Estado de vários países, que acreditam numa melhor relação político-econômica com o democrata.
Que *God bless Obama para a salvação da economia mundial.
(*) God bless, Deus abençoe, em inglês

(*)Kennedy foi assassinado com dois tiros na cabeça em 1963, quando transitava em carro aberto, em um evento oficial, em prol de sua campanha à reeleição.